Onde o Céu Encontra a Tradição: O Encanto Singular no III Festival de Inverno da Estância Alegria

 

Há lugares no mundo que parecem ter sido esculpidos à mão, projetados para abrigar a alma e fazer o tempo desacelerar. A Estância Alegria é, sem dúvida, um desses raros refúgios. No último sábado (25), o espaço abriu suas portas para a grande noite de encerramento do III Festival de Inverno de Turismo Rural, entregando aos convidados não apenas um evento, mas uma experiência inesquecível de afeto, cultura e pertencimento.

À medida que a tarde dava lugar à noite, a natureza parecia conspirar a favor do encontro. Um céu perfeitamente limpo, pintado em tons profundos, revelou uma lua exuberante cercada por um manto de estrelas brilhantes. Sob esse teto sagrado e abençoado pelo clima acolhedor do campo, os presentes foram envolvidos por uma atmosfera mágica, embalada pelo som nostálgico e autêntico da música caipira de raiz, magnificamente interpretada pela dupla Adriano e Graziel.

Laços de Família, Legado e Gratidão

A noite começou com o calor do acolhimento. A jovem Louise, filha e sucessora natural da casa, abriu a celebração com a graça e a competência de quem carrega a paixão na veia. Em palavras breves e tocantes, ela narrou a trajetória da família — uma história tecida com suor, dedicação e um constante aprimoramento para transformar a Estância em um verdadeiro lar para seus visitantes.

Logo em seguida, a matriarca Elda, figura de elegância ímpar e simpatia generosa, externou sua gratidão aos amigos e parceiros pelo carinho demonstrado ao longo do ano. O momento de fala também contou com o pronunciamento de Carlos Caetano, Presidente da ATUR/MS, que destacou a força contínua do turismo rural na região: “O Festival encerra hoje, mas o Turismo Rural continua firme e forte durante todo o ano, se aperfeiçoando sempre para dar aos clientes os melhores confortos possíveis”.

Banquetes da Terra: O Sabor do Pantanal que Nutre a Alma

A gastronomia da noite foi um espetáculo à parte, uma ode às tradições e aos sabores do Pantanal sob a assinatura carinhosa da mestra da culinária, dona Elda. Para espantar o frio da noite, a jornada de sabores começou com caldos fumegantes de cabotiã e feijão preto.

No jantar principal, a mesa fartamente posta trouxe o coração da cultura pantaneira em pratos que exalavam afeto: o tradicional arroz carreteiro, feijão gordo, o histórico macarrão de comitiva, farofa crocante, mandioca amanteigada e batata-doce. Para adoçar a memória, foram servidos doces caseiros de mamão, banana e o inesquecível furrundu. Ao final, ao redor das chamas, o estalar do fogo e o aroma do marshmallow assado na fogueira resgataram a pureza das coisas simples.

Nomes que Constroem Histórias

A celebração foi prestigiada por personalidades marcantes que tornam o turismo e a cultura locais mais fortes. Estiveram presentes Tatiane e Thiago, representando a Fundação de Cultura; Carlos Caetano, Presidente da ATUR/MS; e a turismóloga Elizandra Dutra. O evento também contou com o apoio essencial de parceiros que compartilham da mesma visão de acolhimento: Margareth (Pontal das Águas), Elessandra (Morada do Gavião), e o casal Claudia e Jorge (Rancho Verde).

A noite terminou com a sensação suave de dever cumprido e a certeza de que a Estância Alegria é mais que um destino: é uma poesia viva.

“Estância Alegria é aqui onde o dia descansa, onde o mundo aquieta o som. Cada gesto vira lembrança e o amor aprende o tom. É no simples que a vida fala, é no cuidado que o lar floresce; a mesa posta vira abraço e a presença vira prece.”

Valmirar Gomes

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